
Numa semana de grande euforia, a tradição marca a diferença em cada um dos estudantes que permutam nesta cidade, sempre renovada todos os anos com novos cursos e novas pessoas. O que não é, de facto, novo são as tradições, que já remontam desde 1989.
Foi precisamente nesse ano, que se realizou " O Centenário da Sebenta", com o intuito de homanagear figuras e factos. Estes centenários eram apresentados com saraus, fogo de artificio, cortejo e touradas. O centenário passou a ter um valor crítico e daí os cortejos com base em aspectos humorísticos.
A tradição de queimar das fitas surgiu nos anos seguinte com o 4º ano jurídico.
Em 1905 "O Enterro do Grau" marcou significativamente a actual Queima das Fitas, porque começou a mobilizar a população de Coimbra.
Em 1913 esta tradição ficou marcada por um episódio de roubo, que no fundo foi um acto de irreverência por parte da Academia. E a partir daí, este dia ficou intitulado como " Olha o boné".
Foi a partir de 1919 que a estrutura da Queima começou a ter características daquilo que é actualmente.
Em 1929 surgiu a tradicionalista " Garraiada".
Em 1932 a " venda das Pastas", continua a ser ainda hoje um acto de solidariedade.
Em 1933 foi a vez do "Baile de Gala das Faculdades".
Em 1969 devido às crises estudantis, os estudantes da altura decretaram não à Queima das Fitas.
Em 1972 o luto académico foi quebrado por alguns estudantes, houve o cartaz e selo, mas não houve cortejo.
Com a Revolução do 25 de Abril de 1974 nada se alterou. Após 11 anos de interregno a Queima das Fitas volta a Coimbra.
Um ano depois da realização da semana Académica foi no ano de 1980 que esta se voltou a realizar com grande entusiasmo de todos. Para os quartanistas, fita

dos e veteranos o significado é maior devido à solenização da últina jornada universitária.
Hoje em dia, o programa tradicional é composto pela " Serenata Monumnetal", o " sarau da Gala", o " Baile de Gala das Faculdades", "Garraiada", a "Venda da Pasta", a "queima do Grelo e o Cortejo dos Quartanistas", " o Chá Dançante" e as "Noites do Parque".
Para além deste programa as actividades também se estendem à cultura e ao desporto.
No entanto, é o tradicional cortejo dos quartanistas que mais marca os estudantes.
Trabalho e imagens de Maria Sebastião e Paula Costa